Uma dívida no cartão de crédito pode comprometer o orçamento por meses, especialmente quando a fatura deixa de ser paga integralmente e o saldo passa a acumular juros.
Embora o cartão facilite as compras do dia a dia, o uso frequente do crédito rotativo pode dificultar o pagamento de outras despesas e limitar a renda disponível.
A boa notícia é que existem alternativas para reorganizar os pagamentos. Com planejamento e uma negociação adequada à sua realidade, é possível reduzir os custos da dívida e recuperar o equilíbrio financeiro.
Antes de chegar às soluções práticas, porém, vale entender por que esse tipo de dívida costuma crescer tão rápido.
O crédito rotativo é uma modalidade de financiamento utilizada quando o consumidor paga parte da fatura, sem parcelar o saldo restante, conforme as condições do contrato.
E sobre o valor financiado, incidem juros e outros encargos. Dessa forma, se a situação não for resolvida, o saldo pode crescer e se transformar em uma bola de neve.
Vale lembrar que esses valores de juros já foram bem mais altos! Desde janeiro de 2024, uma regra limita os encargos financeiros do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% da dívida para operações abrangidas pela legislação.
Ou seja, se a quantia pendente era de R$ 1.000, pode chegar a R$ 2.000 com os encargos sujeitos a esse limite.
Mas, mesmo com essa proteção, os custos continuam elevados. Por isso, é importante buscar alternativas para ter mais saúde financeira.
Pensando nisso, a credi&gente reuniu cinco formas para ajudar você a organizar o orçamento e quitar suas dívidas do cartão. Confira:
Enquanto organiza os pagamentos, evite assumir novas parcelas ou comprometer ainda mais o limite disponível.
Uma alternativa é retirar o cartão dos aplicativos de compras e utilizar Pix ou débito para despesas fixas, sempre respeitando o dinheiro disponível na conta.
Essa pausa ajuda a evitar que novas compras se acumulem enquanto você resolve a pendência existente.
Consulte a fatura e os canais de atendimento da instituição financeira para verificar o saldo devedor atualizado, os juros cobrados e as opções de pagamento.
Também vale conferir se existem parcelas futuras ou outros compromissos vinculados ao cartão.
Com essas informações, fica mais fácil avaliar quanto você realmente deve e qual valor consegue destinar mensalmente à quitação.
Dependendo das condições oferecidas, substituir uma dívida cara por outra com custo menor pode ser vantajoso.
Por exemplo: um empréstimo pessoal, uma linha de crédito cooperativo ou a portabilidade do saldo devedor podem apresentar condições mais adequadas do que permanecer no rotativo.
Antes de contratar, compare o Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros, tarifas, tributos e outras despesas da operação.
Observe também o prazo, o valor das parcelas e o total que será pago até o encerramento do contrato. Uma prestação menor nem sempre significa que o empréstimo será mais barato.
Outro ponto é entrar em contato com a instituição credora para conhecer as possibilidades de renegociação.
Você pode avaliar propostas de desconto para pagamento à vista, parcelamento do saldo ou revisão das condições de pagamento.
O mais importante é assumir um compromisso que consiga cumprir sem comprometer despesas básicas, como alimentação, moradia e transporte.
Antes de aceitar, confira o valor final do acordo, as taxas aplicadas e as consequências de um eventual atraso.
Com o acordo definido, organize suas despesas para manter os pagamentos em dia.
Reveja gastos recorrentes, identifique assinaturas pouco utilizadas e estabeleça limites para compras não essenciais.
Também é importante reservar, quando possível, uma pequena quantia para imprevistos. Assim, uma despesa inesperada terá menos chances de levar você novamente ao crédito rotativo.
Na credi&gente, você encontra soluções de crédito e pode avaliar alternativas para reorganizar suas dívidas de acordo com sua realidade financeira.
Se o cartão está comprometendo seu orçamento, entre em contato com a cooperativa e conheça as condições disponíveis.
Comece consultando o saldo atualizado e identificando quanto pode pagar por mês. Depois, negocie com a instituição credora e compare opções de parcelamento, quitação antecipada ou crédito com custo menor. Priorize um acordo que seja sustentável para o seu orçamento.
O não pagamento pode gerar juros, multa e outros encargos previstos no contrato. Dependendo da situação, também pode ocorrer bloqueio do cartão, cobrança da dívida e inclusão do CPF em cadastros de inadimplentes, respeitadas as regras aplicáveis.
Pode valer a pena quando o Custo Efetivo Total do empréstimo é menor do que o da dívida atual e as parcelas cabem no orçamento. Antes de contratar, compare o valor total a pagar e evite assumir novas dívidas no cartão, para não acumular dois compromissos financeiros.