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Publicado em 06/03/2026

Protagonismo que gera transformação!

O cooperativismo nasce da união de pessoas que acreditam na força da colaboração e do desenvolvimento coletivo. Nesse movimento, as mulheres desempenham um papel essencial, seja na gestão, na liderança ou nas atividades do dia a dia das cooperativas.

Falar sobre a presença feminina no cooperativismo é reconhecer o protagonismo dessas mulheres na construção de um modelo econômico mais justo, inclusivo e sustentável. Mais do que participar, elas ajudam a transformar realidades: quando mulheres cooperam, fortalecem negócios, inspiram outras pessoas e geram impacto positivo nas comunidades.

Nessa data especial, queremos ir além de celebrar e por isso, convidamos você a conhecer algumas mulheres que marcaram a história do cooperativismo e a refletir sobre como a presença feminina continua impulsionando e transformando esse movimento. 

Protagonismo no cooperativismo: mulheres que fizeram história

1. Eliza Brierley – A primeira cooperada do mundo

Em 1846, na Inglaterra, Eliza Brierley tornou-se a primeira mulher a integrar uma cooperativa de forma oficial. Sua entrada na Rochdale Society of Equitable Pioneers marcou o início da participação feminina no movimento cooperativista global, desafiando normas sociais da época e abrindo caminho para futuras gerações de mulheres no cooperativismo.

2. Pauline Green – Voz feminina no Cooperativismo Internacional

Pauline Green foi uma das primeiras mulheres a presidir a Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Durante seu mandato, ela promoveu a inclusão e a igualdade de gênero dentro do movimento cooperativista, fortalecendo a presença feminina em posições de liderança e decisão.

3. Tânia Zanella – Liderança no Cooperativismo Brasileiro

No Brasil, Tânia Zanella destacou-se como uma das principais líderes femininas no cooperativismo. Como superintendente do Sistema OCB, ela trabalhou ativamente na promoção da equidade de gênero e no fortalecimento das cooperativas em todo o país. Saiba mais sobre a Tânia! 

4. Irmã Lourdes Dill – Pioneira da economia solidária no Brasil

Irmã Lourdes Dill é uma referência na promoção da economia solidária no Brasil. Idealizadora do Projeto Esperança/Cooesperança e da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), ela contribuiu significativamente para o desenvolvimento de práticas cooperativistas sustentáveis e inclusivas, especialmente no Rio Grande do Sul.

5. Rosali Scalabrin – Ativista e promotora da igualdade de gênero

Rosali Scalabrin é uma socióloga brasileira que atuou na promoção da igualdade de gênero dentro do cooperativismo rural. Ela criou o programa Coopergênero no Ministério da Agricultura, visando promover a equidade entre homens e mulheres no âmbito das cooperativas.

Essas mulheres são apenas algumas das muitas que contribuíram para o desenvolvimento e fortalecimento do cooperativismo. Suas histórias inspiram e demonstram que a participação feminina é essencial para construir um movimento cooperativista mais justo, inclusivo e sustentável.

A presença feminina no cooperativismo

Ao longo dos anos, as mulheres foram ocupando cada vez mais espaços dentro do universo cooperativista.

De acordo com dados do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), as mulheres representam cerca de 53% dos cooperados no Brasil. Além disso, elas estão cada vez mais presentes nos cargos de liderança, gestão e nos conselhos de administração das cooperativas. Na Credi, as mulheres representam 67% do quadro de colaboradores e 42% dos cargos de liderança.

O Dia Internacional da Mulher é mais do que uma data para celebrar conquistas.

É também um momento de refletir sobre igualdade, oportunidades e o fortalecimento da presença feminina em todos os espaços da sociedade.

Ao longo da história, o cooperativismo tem se mostrado um importante caminho para o empoderamento das mulheres. Como parceiro do Pacto Global e da ONU na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o cooperativismo reafirma, diariamente, seu compromisso com a igualdade de gênero, um passo essencial para construir sociedades mais justas, equilibradas e inclusivas.

Mais do que ampliar a representatividade, o cooperativismo cria oportunidades concretas para a autonomia feminina, por meio da educação financeira, da geração de renda, da participação nas decisões e do acesso a novas possibilidades de desenvolvimento. Para muitas mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, esse modelo se torna uma importante ferramenta de transformação social e econômica.

Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, e em todos os dias, valorizar a presença feminina no cooperativismo é reconhecer que um futuro mais justo, colaborativo e sustentável também se constrói com a força, a voz e o protagonismo das mulheres.

A força das mulheres move o cooperativismo e inspira a construção de um mundo melhor! 

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